Estrutura da DRE: tudo que você precisa saber!

Por: | Data: fevereiro 2, 2022

Estrutura da DRE: tudo que você precisa saber!

DRE significa Demonstração do Resultado de Exercício. É outro documento relevante para a empresa e não é tão difícil compreender como ela funciona. Para a organização financeira do negócio, é importante contar com documentos valiosos que embasem as tomadas de decisões.

Neste post, vamos analisar a estrutura da DRE. Veja como desenvolver essa estrutura em seu negócio com eficiência. Confira!

O que é DRE?

DRE é um demonstrativo das atividades financeiras da empresa durante um determinado período, como janeiro a junho (semestral) ou janeiro a dezembro (anual).

A análise da DRE permite avaliar o desempenho financeiro do negócio, se foi positivo ou negativo. Trata-se de uma demonstração contábil anual e obrigatória, de acordo com a Lei nº 6.404/1976 e a Lei nº 11.638/2007, para todas as empresas, menos os Microempreendedores Individuais.

O DRE deve ser elaborado segundo o Regime de Competência. Isso significa que as receitas e as despesas são registradas quando acontecem e não somente quando a empresa paga ou recebe (Regime de Caixa).

Como é a estrutura da DRE?

Há uma lista ou ordem com os elementos que a estrutura da DRE deve conter.  Confira esses itens:

  •         receita bruta: vendas de produtos/serviços, recebimento de juros, receita de royalties/dividendos;
  •       tributos (impostos sobre a receita, devoluções e descontos): ICMS, ISS, descontos, devoluções;
  •         receita líquida: receita bruta menos tributos;
  •         custo dos produtos vendidos (CPV)/custo das mercadorias vendidas (CMV)/custo dos serviços prestados (CSP): matéria-prima, mão de obra, logística e outros gastos;
  •         lucro bruto: receita líquida menos custos de produção;
  •         despesas (vendas, gerais e administrativas): marketing e publicidade, salários dos funcionários, comissões, aluguel, energia elétrica, água e outras;
  •         lucro operacional: lucro bruto menos despesas;
  •         resultado financeiro: soma de todos os juros que foram pagos em um período específico mais os rendimentos auferidos de investimentos e o hedge cambial (mecanismo que protege no caso de transações comerciais: por exemplo, ao vender produtos em dólar, a empresa não sofrerá prejuízos se o valor da moeda cair);
  •         lucro antes do imposto de renda: geralmente, o percentual do IR é de 34%;
  •         imposto de renda e contribuição social sobre o lucro líquido: dedução do IR e da CSLL;
  •         lucro líquido: resultado final.

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Como analisar a DRE?

Após preencher a DRE, é importante dedicar tempo para fazer uma análise dos resultados da DRE. Entre os modelos de análise, podemos destacar:

  •         vertical;
  •         horizontal.

A análise vertical analisa o resultado final e que percentuais de contas da Demonstração do Resultado do Exercício ajudaram para que o valor fosse aquele. A análise permite comparar os percentuais de acordo com anos passados e identifica os impactos que cada item da estrutura de DRE exerceu em cada período a fim de que o resultado final fosse alcançado.

A análise horizontal procura compreender o desenvolvimento ou a diminuição dos valores com o decorrer do tempo (meses, anos).  Assim, todas as diferenças entre os valores podem ser compreendidas com facilidade e avaliadas de acordo com os dados de períodos correspondentes em tempos passados.

A estrutura de DRE perfeitamente organizada fornece informações embasadas que contribuem para a tomada de decisões mais certeiras. Assim, o gestor pode confirmar novas estratégias ou repetir aquelas que tiveram êxito, reduzindo a possibilidade de erros e danos, mesmo que sejam pequenos.

O que você pensa da Demonstração do Resultado do Exercício? Já monta corretamente esse documento? E Break Even, sabe o que é? Então aproveite para saber o quanto esse conceito pode ser importante para a empresa!